O que nos une ao Brasil. Festival de Cinema Luso-Brasileiro tem mais sessões de 7 a 14 de abril. Andrea Tonacci será homenageado na Biblioteca da Feira

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A 22.ª edição do Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira cresce em número de sessões, mantendo a habitual competição de curtas e longas metragens e prestando, este ano, homenagem ao realizador brasileiro Andrea Tonacci, ícone da sétima arte das terras de Vera Cruz. O cineasta faleceu em 2016.

De 7 a 14 de abril, na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, acontece mais uma edição do Festival de Cinema Luso-Brasileiro, um evento que reforça “o que nos une” ao Brasil numa relação histórica e linguística que perdura pelos séculos. O realizador brasileiro Gabriel Mascaro abrirá o pano, depois de “Ventos de Agosto” e “Boi Neón”, a sua terceira longa metragem de ficção “Divino Amor”, um drama distópico sobre a crença no amor e na fé.

No programa, a habitual competição de curtas (laboratório de descobertas) e longas metragens (com realizadores fiéis ao festival), além de seções como “Clássicos de Santa Maria da Feira”, com filmes que fizeram a história do festival de Santa Maria da Feira como “O Invasor” de Beto Brant e “Cinema, Aspirinas e Urubus” de Marcelo Gomes; ou sessões especiais como “Exibição de Pixote – A Lei do Mais Fraco” de Hector Babenco em cópia restaurada pela The Film Foundation de Martin Scorsese e “Bostofrio, Où Le Ciel Rejoint La Terre” de Paulo Carneiro.

A seção “Sangue Novo dá destaque a Tânia Dinis”, selecionada pelos cineastas como o nome a seguir no futuro próximo do cinema português; e o realizador em foco é Adirley Queirós, “um cineasta que quer pôr a cidade a olhar para a periferia”. Rodrigo Areias estará “Em Debate” com um filme novo (“A Arte da Memória”), um debate sobre as suas obras e um programa de curtas metragens escolhidas pelo realizador que reúne os seus afetos cinematográficos.

O grande homenageado será Andrea Tonacci (1944-2016), um dos cineastas fulcrais do cinema brasileiro a quem será prestado tributo através da exibição de dois filmes em cópias digitais restauradas. “Bang Bang”, exemplo maior de um período marcado por uma produção desafiante e revolucionária que visava implodir o cinema convencional; e “Serras da Desordem”, singular abordagem reflexiva à condição indígena no Brasil, induzida a partir da construção de uma dualidade entre a sobrevivência e a esperança.

Para desfrutar, haverá ainda uma exposição da designer brasileira Clara Moreira, retratando uma década de cinema brasileiro através de cartazes, patente na Biblioteca Municipal no período do festival. A encerrar, o filme “Azougue Nazaré” de Tiago Melo, uma sátira que mostra o furor do expansionismo evangélico no Brasil.

Foto: DR


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- Março 31, 2019

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