Política

Falhas na proteção dos cidadãos

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O deputado do PSD Amadeu Albergaria está preocupado com o aumento da sinistralidade rodoviária, numa inversão da tendência de diminuição que se vinha verificando desde 1997. Intervindo na Assembleia da República, numa audição ao ministro da Administração Interna, o parlamentar social-democrata reclamou uma “atenção rápida e eficaz” para o problema.

“Não assistimos a uma estagnação. Na verdade, assistimos ao aumento da sinistralidade grave rodoviária, pelo segundo ano consecutivo. Há uma década que os números vinham baixando, tendo subidos nos últimos dois anos”, vincou na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

O deputado aveirense disse estarmos “perante aquilo que podemos considerar como uma inversão da tendência de descida dos dados” da sinistralidade rodoviária, uma vez que até 2016, Portugal conseguira, como sublinhou, um dos melhores resultados da União Europeia, com o número de mortes a diminuir “de forma sustentada” entre 1997 e 2016. Para Amadeu Albergaria, “esta inversão de tendência é muito preocupante e exige de todos uma atenção rápida e eficaz”.

“O Governo diz estar preocupado, e nós não duvidamos disso, mas os portugueses precisam de medidas que acabem com esta preocupação. Temos ações desgarradas, planos incumpridos, projetos não monitorizados… Precisamos de uma preocupação mais sincera, de uma presença mais constante e decisões mais eficazes”, atirou o deputado do PSD, também presidente da Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira.

“Este Governo não pode continuar a falhar na segurança e na proteção dos seus cidadãos”, referiu, acrescentando que o Executivo “também na segurança rodoviária está a falhar”. “Preferimos um balanço e combate à sinistralidade rodoviária nesta audição e não daqui a alguns meses, com parece pretender o senhor ministro. Daqui a uns meses pode ser tragicamente tarde”, concluiu, exortando o ministro a esclarecer que medidas estão a ser tomadas para combater este aumento da sinistralidade rodoviária.


Política - Março 15, 2019

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