Política

“O Governo cativou a educação”

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O deputado do PSD Amadeu Albergaria deu as escolas Secundária Dr. Celestino Gomes, de Ílhavo, a Escola Básica e Secundária de Fajões, de Oliveira de Azeméis, e a Escola Secundária de Esmoriz, de Ovar, como exemplos de quanto o Governo “desinvestiu na educação”. Falando no plenário no encerramento do debate sobre o investimento na educação, o parlamentar social-democrata acusou o ministro de ter andado “quatro anos a enganar os portugueses”.

“O Governo cativou a educação! Cativou a exigência. Cativou o sucesso educativo. Cativou o investimento nas obras escolares”, acusou Amadeu Albergaria, admitindo que o ministério investiu em algumas vertentes. “Investiu no facilitismo. Investiu numa escola ideológica. Investiu no desprestigio dos professores. Investiu, como hoje se viu, no anúncio inconsequente”.

Vincando que a taxa de execução do investimento em obras nas escolas se ficou por uns 31,9% em 2018, o deputado aveirense sublinhou que “quatro anos volvidos, a falta de obras nas escolas é aflitiva e ameaça a segurança dos alunos, a falta de funcionários agravou-se e não se resolve por anúncios de última hora, os computadores estão obsoletos, treme-se de frio, apanha-se chuva, desligam-se equipamentos, o amianto permanece, a autonomia deu lugar ao dirigismo”.

“Claro que tivemos anúncios, promessas de que para o ano é que vai ser, mas, senhores deputados, como acreditar na vossa palavra ao fim destes quatro anos? De que vale isto aos alunos?”, questionou Amadeu Albergaria, exemplificando com a Escola Secundária Dr. Celestino Gomes, de Ílhavo, a Escola Secundária de Castro Daire, a Escola Básica e Secundária de Fajões, Oliveira de Azeméis, a Escola Secundária de Cascais e a Escola Secundária de Esmoriz, Ovar.

Na sua intervenção no plenário, Amadeu Albergaria acusou o ministro de ter passado “quatro anos a enganar os portugueses, quatro anos a empobrecer a escola”, quando, na sua opinião, o Governo estaria obrigado a “fazer muito mais, porque o país que vos deixamos estava infinitamente melhor do que aqueles que recebemos, completamente falido, em 2011”.

“Os senhores estavam obrigados a fazer muito mais porque decretaram o fim da austeridade e criaram a expetativa aos portugueses de que era possível dar tudo a todos ao mesmo tempo. Os senhores estavam obrigados a fazer muito mais porque na educação tratamos do nosso futuro e os senhores foram negligentes”, atirou o parlamentar social-democrata.

Dirigindo-se ao ministro, Amadeu Albergaria disse que “não podia falhar, mas falhou”, concluindo que o debate “demonstrou bem a dimensão do seu falhanço”. “Foram quatro anos a empobrecer a escola. Foram quatro anos perdidos”.


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Política - Fevereiro 28, 2019

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