A Câmara de Oliveira de Azeméis reduziu a dívida municipal em 5,5 milhões de euros. A dívida global que, em 30 setembro de 2017, era de 19 milhões de euros, desceu para os 13,5 milhões e reflete, segundo o presidente da autarquia, Joaquim Jorge, “o rigor e a transparência imprimidos pelo executivo no primeiro ano de mandato”.
Este valor representa uma redução de 28,4%, o que leva o autarca a sublinhar que “será difícil encontrar no país uma câmara municipal que tenha tido uma descida percentual tão grande em apenas um ano”.
Segundo Joaquim Jorge, este resultado demonstra “a viabilidade financeira do município” e que é possível reduzir a dívida e, ao mesmo tempo, “fazer investimentos em áreas estruturantes para o desenvolvimento do concelho”.
“Estamos no caminho certo para sermos uma câmara exemplar de boas contas, que paga a tempo e horas os seus compromissos” – disse o autarca, garantindo que “é este caminho de rigor, de exigência e eficiência que vamos continuar a seguir”.
Além da dívida, Joaquim Jorge evidencia outras medidas do primeiro ano de mandato, entre as quais o reforço financeiro de 15% nas transferências para as juntas de freguesia, “significando que o bolo global anual transferido foi de quase um milhão de euros”.
Outra medida concretizada no primeiro ano foi a criação do Vale Educação que abrangeu cerca de três mil alunos do primeiro e segundo ciclo, uma medida de apoio às famílias para compra de material escolar que exigiu um investimento de 90 mil euros.
O autarca destacou ainda a aquisição dos terrenos para o futuro Parque Urbano, um investimento de 1,25 milhões de euros que aguarda o visto do Tribunal de Contas, um equipamento que valorizará o tecido urbano e que “vai polarizar o desenvolvimento da cidade”, evitando que os oliveirenses procurem esse tipo de espaços em concelhos vizinhos.
Câmara deslocaliza serviços para espaços próprios
Noutro plano, o presidente da Câmara registou com agrado a solução encontrada para o antigo centro de saúde após negociações com a Administração Regional de Saúde do Norte.
O problema arrastava-se há muitos anos e, com o registo da titularidade do edifício, a autarquia fica em condições para alojar ali serviços camarários, conseguindo uma poupança de 100 mil euros anuais em rendas.
A Câmara vai gerar poupanças noutros edifícios deslocalizando serviços em espaços arrendados para outros locais como é o caso da antiga escola Bento Carqueja e da antiga biblioteca municipal. Para tal vão ser feitas obras de requalificação nesses edifícios.
A autarquia gasta anualmente cerca de 400 mil euros em edifícios arrendados, pelo que é objetivo do executivo avançar com a recuperação da Casa Sequeira Monterroso, um edifício propriedade municipal, para ali instalar os novos Paços do Concelho. A intenção é iniciar as obras em 2019, devendo o investimento oscilar entre os 2,5 e os 3 milhões de euros.
Sobre a expansão da rede de água e saneamento, “um dos mais sérios problemas do concelho”, o autarca garante que a questão “está no topo das prioridades”, mas adverte que não irá desistir de sensibilizar a tutela e reivindicar ajuda do Estado Central.
“Esperamos que haja disponibilidade para nos ajudar a resolver este problema” – aponta, lembrando que “este é um concelho que contribui muito para as exportações nacionais e para o PIB pelo que queremos que o município veja reconhecido o papel que tem desempenhado nos resultados da economia nacional”. Anuncia ainda que vai avançar um investimento de 1,8 milhões de euros para a expansão da rede da água nas freguesias de Madaíl, Ul, Travanca e São Martinho da Gândara. E, em fase de conclusão, está um investimento superior a 400 mil euros em Cucujães.
Foto: Câmara Municipal Oliveira de Azeméis
Palavras-chave: Joaquim Jorge, Oliveira de Azeméis, Redução da dívida
Concelhos - Outubro 27, 2018
