Política

PCP destaca “bom período” do têxtil

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O PCP dedicou um dia ao setor têxtil que incluiu a visita do deputado comunista ao Parlamento Europeu, Miguel Viegas, à empresa Flexitex, de São João da Madeira, especializada no revestimento de colchões, a que se seguiu uma audição com trabalhadores do setor no Museu da Chapelaria, no mesmo Concelho.

A funcionar desde 1964, a Flexitex emprega cerca de 100 trabalhadores e tem procurado adaptar-se às constantes mudanças de um mercado cada vez mais globalizado e as suas vendas estão, atualmente, mais centradas no mercado interno, na medida em que se torna cada vez mais difícil concorrer com países terceiros como a Turquia, onde os custos de contexto são muito inferiores, nomeadamente na área energética.

Para o PCP, as candidaturas aos apoios da União Europeia são outro aspeto crítico tendo em conta a “elevada burocracia e morosidade dos processos” que dificulta o acesso a muitas pequenas e médias empresas. “Contrariamente ao discurso da Comissão Europeia, a tão apregoada simplificação dos regulamentos associados aos fundos estruturais ainda não chegou ao terreno”, sublinha o partido numa nota distribuída à imprensa

Na audição com trabalhadores do sector têxtil, onde não faltaram as suas organizações representativas, o PCP fez um ponto de situação do sector que está, neste momento, a passar por “um bom período com lucros elevados e crescimento de atividade”. Aproveitou o PCP para assinalar que os aumentos do salário mínimo nacional não provocaram qualquer “hecatombe como previam as instituições europeias e todo os habituais comentadores da área económica”. “Antes pelo contrário, tivemos um aumento do emprego e a perfeita noção de que era claramente possível elevar o salário mínimo para os 600 euros sem beliscar o funcionamento das empresas”, refere a mesma nota.

O PCP ressalva que , apesar da conjuntura, “persistem situações de exploração extrema que importa denunciar, designadamente em algumas empresas que impõem uma flexibilização extrema dos horários de trabalho à margem da lei e da contratação coletiva”. Segundo a mesma força política, a presença de empresas de aluguer de mão-de-obra “acaba por fomentar esta exploração, precarizando ao máximo as relações laborais”.


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Política - Junho 7, 2018

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