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CHEDV reforçou atividade e Oliveira de Azeméis tem mais 10 camas

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Dando cumprimento à estratégia definida pelo conselho de administração, o desempenho do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEV) registou, em 2018, um aumento sustentado da atividade desenvolvida nas três unidades, o que incluiu um significativo aumento da produção realizada na unidade de Oliveira de Azeméis.

De acordo com os dados relativos à atividade do ano passado, O CHEV indica que houve um fortíssimo incremento na atividade de Hospital de Dia, ou seja, nos tratamentos realizados em regime de ambulatório no hospital, como no número de sessões. Esta linha de atividade mais do que triplicou face ao ano anterior, tendo-se realizado 2.299 sessões de tratamento a 632 doentes, quando em 2017 não tinham sido tratados mais do que 156. Este resultado foi conseguido essencialmente pela aposta na área da Oncologia que, fruto da expansão do serviço, precisou de alargar a sua ação, anteriormente concertada no Hospital de S. Sebastião, também à unidade de Oliveira de Azeméis.

Outra área de actividade que teve também um crescimento significativo foi a Consulta Externa, que cresceu 7,3% face a 2017, sendo que o maior ritmo de incremento se verificou nas primeiras consultas, que aumentaram 13,8%, o que permitiu garantir melhor acesso aos doentes referenciados pelas unidades de cuidados de saúde primários. Este crescimento fica a dever-se ao aumento dos períodos de consulta realizados na unidade, mas também às novas especialidades que passaram a ter consulta em Oliveira de Azeméis em 2018, como foi o caso de Oncologia e de Neurologia, duas especialidades que nunca tinham existido neste unidade.

Depois das obras de requalificação dos telhados e das enfermarias de internamento, também esta área viu a sua actividade crescer. Com efeito, houve um crescimento de 15,7% do número de dias de internamento, sendo que a taxa de ocupação da unidade foi praticamente plena, tendo atingido 89,5%.

O Serviço de Urgência Básico atendeu 30.030 doentes, uma média de 90 doentes por dia, o que significou um aumento de 6,3% face a 2017. Mais significativo é o facto de este serviço dar uma resposta de qualidade aos doentes, tendo registado um nível de cumprimento dos tempos de espera, de acordo com os níveis de prioridade da triagem de Manchester na ordem dos 80%.

A área dos meios complementares de diagnóstico, com destaque para a área das Análises Clínicas, também cresceu. Depois da reorganização do serviço efectuada no segundo semestre, registou-se um aumento do número de colheitas e exames processados, o que tem permitido que muitos utentes tenham deixado de ter necessidade de se deslocar a Santa Maria da feira.

Relativamente ao futuro, espera-se que a actividade de 2019 tenha um crescimento ainda maior do que aquele que se verificou em 2018. Com efeito, ao nível do internamento foi esta semana aumentada a dotação de camas do Hospital de Oliveira de Azeméis, fruto da recentemente autorizada contratação de enfermeiros e assistentes operacionais. Estas 10 camas irão permitir responder com mais eficácia às necessidades do CHEDV.

Também na consulta externa se espera que a atividade possa crescer. Até porque há uma nova especialidade que começou este ano a registar atividade em Oliveira de Azeméis, ou seja, Reumatologia. Esta é, também, uma especialidade que nunca tinha existido neste hospital e que dá uma resposta a patologias de crescente prevalência na população, nomeadamente das articulações, ossos, músculos, tendões e ligamentos.

Finalmente, este será o ano em que se concretizará o maior investimento neste hospital desde a criação do Centro Hospitalar, com a abertura da nova sala de RX. Este investimento, na ordem dos 300 mil euros está a decorrer em bom ritmo, esperando-se que esteja concluído no final do primeiro trimestre. Logo que a nova sala, que será equipada com equipamento moderno, esteja pronta será possível aos doentes desta região passarem a realizar os seus exames nesta unidade, assim ficando dispensados de deslocações a São João da Madeira ou Santa Maria da Feira, com ganhos para os utentes e melhor rentabilização de recursos para a instituição.

 


Concelhos - Fevereiro 8, 2019

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