Política

PS/Ovar quer respostas “coesas”

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O PS ovarense defende uma resposta transversal da Câmara de Ovar para todas as situações de emergência social no concelho. Na última Assembleia Municipal, a proposta de recomendação do Bloco de Esquerda para que sejam encontradas soluções para a situação de emergência social do Conjunto Habitacional da Marinha foi aprovada, com o voto favorável dos deputados do PS.

Na discussão desse documento, o grupo do PS na Assembleia Municipal defendeu, através de Ana Teresa Coelho (na foto), que a Câmara de Ovar deve preparar uma “resposta transversal e coesa” para todas as situações de emergência social no território vareiro. Relativamente à comunidade cigana, no caso concentro do Centro Habitacional da Marinha, o PS defende que, simultaneamente com as melhorias estruturais, “seja efetuado um trabalho direcionado para a extinção do sentimento de desconfiança mútua existente entre a comunidade maioritária e a comunidade cigana”.

“Toda a discriminação e marginalização de que esta minoria foi e continua a ser alvo só a afasta da própria comunidade – o que se, por um lado, lhe permite conservar a sua identidade e cultura, por outro remete-a para o esquecimento e exclusão da comunidade maioritária”, refere o PS. “É, no entanto, certo que esta integração passa por uma postura diferente por parte das comunidades ciganas e pela assunção das normas por que todos os portugueses se devem reger, em termos de direitos e deveres, exercendo a sua cidadania plena, de forma activa e
participada”, acrescenta.

O PS quer que seja definida uma estratégia equitativa para todos os casos com o objetivo de garantir o direito fundamental à habitação, que não se circunscreve ao alojamento, englobando igualmente o ambiente comunitário e o espaço de vizinhança onde se insere. Nesse sentido, a proposta de que seja feito um levantamento de todas as situações do concelho e o estudo dos dados levantados “para o desenvolvimento de um modelo de arrendamento social, em género de concurso que contenha regras bem definidas e estabeleça pontuações quantitativas e qualitativas, que definam os preços proporcionais à realidade das características das famílias”. “Deste modo facilitar-se-ia o acesso ao alojamento de habitações disponíveis no mercado de arrendamento, inclusive de imóveis desocupados”, sustenta o PS, em comunicado.

 


Política - Janeiro 29, 2019

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