Orçamento da Câmara de Ovar reserva 13 milhões para obras; PS fala em ausência de estratégia

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O orçamento de 2019 da Câmara de Ovar, aprovado esta semana pela maioria social-democrata e o voto contra dos dois vereadores socialistas no executivo municipal, reserva um aumento para 13,1 milhões de euros no investimento, num orçamento global de 35,8 milhões.

Esse aumenta resulta fundamentalmente aos projetos incluídos no PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano), como a regeneração urbana do centro da cidade de Ovar, desde o eixo principal que constitui a Rua Dr. Manuel Arala, Ruas Elias Garcia, Largo 5 de Outubro e Jardim dos Campos, Avenida do Bom Reitor e edifício do antigo Cineteatro de Ovar, a toda a zona da Estação da CP.

A lista de investimentos contempla a reabilitação do Bairro do SAAL em Cortegaça e do conjunto habitacional do Furadouro, da Escola Secundária Júlio Dinis e escolas do 1º Ciclo, construção de pistas pedonais e cicláveis em Ovar.

Peso significativo no terão também a aquisição e reabilitação dos edifícios da Rua do Seixal e da Avenida D. Maria II, tendo em vista a sua disponibilização, em programa de habitação para arrendamento jovem e a custos controlados.

A requalificação da Fonte do Estanislau em Maceda e o Parque Merendeiro de São Vicente de Pereira são obras inscritas no plano para o próximo ano, a que se juntam a reabilitação do Esmoriztur (em curso), centro cívico de Arada e remodelação do edifício dos Paços do concelho.

 

“Este é um orçamento de contas certas, realista e sério, no qual não existem receitas sem probabilidade de concretização”

 

Segundo o executivo permanente, 2019 será o ano em que a Escola Irmãos Oliveira Lopes, cuja requalificação foi concluída há longo tempo conhecerá o seu programa museológico e em que a construção das redes de saneamento em Arada e Válega, que colocará Ovar com uma taxa de cobertura muito próxima dos 100 por cento e que obrigará a reabilitar a rede viária.

No plano político, o presidente da Câmara, Salvador Malheiro, considera que “este é um orçamento de contas certas, realista e sério, no qual não existem receitas sem probabilidade de concretização, nem existem despesas que não estejam devidamente contempladas” que mantém como características a “continuidade e proximidade, resultantes do trabalho iniciado em 2013”.

O autarca propõe-se ainda continuar a trabalhar dossiês, cuja responsabilidade é da Administração Central, como a vocação do Hospital de Ovar, a defesa da costa com os quebra-mares destacados no Furadouro e Cortegaça, a reabilitação da linha de caminho de ferro, nomeadamente dos apeadeiros de Cortegaça, Maceda e Válega e ainda as estações de Esmoriz e de Ovar, a requalificação da EN109 ou a sua reclassificação como estrada municipal.

 

PS vota contra e fala na ausência de um plano estratégico de desenvolvimento do Concelho

A confortável maioria que o PSD dispõe no executivo municipal garantiu a aprovação do documento, que contou com dois votos contra, dos dois vereadores eleitos pelo PS.

Para os socialistas, este orçamento não promove o investimento, não contempla obras estruturantes para o desenvolvimento económico, “demonstrando a inexistência de um plano estratégico de desenvolvimento do Concelho”.

Na sua perspetiva, o orçamento não promove a manutenção e conservação dos edifícios e equipamentos públicos, não dá prioridade às associações do Concelho para o desenvolvimento de programas de animação, desinveste na educação, cultura, desporto, turismo, prevenção da floresta, novas tecnologias e energias renováveis.

 

PS: Este orçamento não promove o investimento, não contempla obras estruturantes para o desenvolvimento económico, “demonstrando a inexistência de um plano estratégico de desenvolvimento do Concelho”

 

Registando um “claro desinvestimento” na Cultura, o PS não compreende a redução de 30 mil euros no “Festa”, admitindo que possa corresponder “a um reconhecimento de inêxito da iniciativa”, e a redução de 30 por cento no projeto “Maio do Azulejo”. Sobre o Carnaval, que já conta com outdoors promocionais na rua, os socialistas não vislumbram iniciativas que visem torná-lo sustentável, pelo contrário.

O turismo é outra das áreas a merecer reparos, pelo desinvestimento em toda a linha, dando como exemplo os cortes em rubricas como a passagem de ano, a animação de natal e a promoção do território. Os socialistas reiteram o conselho para uma mudança de rumo no investimento na animação de praias, com uma aposta “no património cultural e recreativo” cimentado nas associações locais.


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- Novembro 4, 2018

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