Vínculos precários no Município da Feira regularizados até ao fim do ano

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Os trabalhadores com vínculos precários na administração pública começam a ser integrados no âmbito do programa de regularização lançado pelo governo e a vereadora socialista Margarida Gariso aproveitou a última reunião do executivo municipal de Santa Maria da Feira para solicitar um ponto da situação deste dossiê, no que toca aos trabalhadores do Município.

A eleita do PS relembrou que a empresa municipal Feira Viva, que se rege pelos mesmos mecanismos, tem “mais de 50 precários” que desempenham funções que correspondem a necessidades permanentes” nas piscinas municipais e continua a aguardar o relatório sobre o assunto prometido pelo presidente da Câmara.

Com Emídio Sousa ausente, a agora vice-presidente Cristina Tenreiro garantiu que “até ao fim do ano” estarão regularizadas todas as situações de trabalho precário na autarquia e na empresa municipal.

Sobre o caso concreto dos vínculos dos trabalhadores da Feira Viva, a autarca adiantou que estão a ser analisados pelo gabinete jurídico todos os contratos de prestação de serviços, para verificar se se enquadram ou não no procedimento de regularização de vínculos precários, dadas as circunstâncias específicas de muitos deles.

A natação adaptada e a inclusão na primeira reunião de Cristina Tenreiro como vice-presidente da Câmara da Feira

Cristina Tenreiro, que assumiu a vice-presidência da Câmara de Santa Maria da Feira, não teve a missão facilitada na primeira reunião do executivo municipal que dirigiu nas novas funções, na ausência do presidente Emídio Sousa em gozo de férias. Os vereadores socialistas, que a congratularam pela sua “promoção”, apesar de bronzeados não deram “férias” à acutilância e colocaram na sua agenda dossiês que geraram longas discussões levando a vice-presidente a interrompê-los por mais do que uma vez.

O momento mais tenso foi protagonizado com Lia Ferreira. A eleita do PS congratulou-se com a medalha de bronze de Ivo Rocha nos europeus de natação adaptada em Dublin nos 100 metros bruços, concluindo que “estes atletas merecem melhores condições”, para voltar a reclamar que a piscina a construir em Canedo preencha os requisitos olímpicos e colocar em causa o desempenho do Município no capítulo da acessibilidade para todos.

Cristina Tenreiro chamou a atenção para a “incoerência das críticas”, já que foi a empresa municipal a criar a secção de natação adaptada “há mais de 10 anos” e a proporcionar “as melhores condições possíveis” aos seus atletas.

“Estamos orgulhosos do trabalho de inclusão que fazemos… É lógico que há muito trabalho a fazer, mas a Câmara tem-se empenhado em muitas áreas da inclusão. Somos um exemplo para muitos municípios”, argumentou.

“Não admito que se diga que este concelho é um exemplo de acessibilidade. Convido todos os vereadores a andar de cadeira de rodas neste concelho, quero ver quem o consegue fazer”, reagiu em tom elevado Lia Ferreira, que perguntou por exemplos.

Cristina Tenreiro reiterou que o Município tem feito “um trabalho enorme no que respeita à inclusão, a vários níveis”, desde a criação e apoio à natação adaptada, à disponibilização de visitas guiadas a cidadãos invisuais e surdos e corredores destinados a pessoas com mobilidade condicionada na Viagem Medieval e ao património, com as condições de inclusão criadas no Museu.

“Disse e volto a dizer que ainda há um enorme trabalho a fazer, em que toda a comunidade tem que estar envolvida. Não há varinhas mágicas para de um dia para o outro retirar todas as escadas e adaptar todos os edifícios”, reforçou, recordando que, há alguns anos, vários vereadores percorreram várias ruas da cidade-sede do Concelho em cadeira de rodas.

Os socialistas reclamaram também – e continuarão a aguardar – relatórios sobre as razões da coloração castanha da água no lago da antiga pedreira das Penas, em Santa Maria da Feira, dos abatimentos no corredor pedonal do Parque da Cidade de Lourosa, e dados sobre áreas de terrenos florestais do Município limpos e valor alocado, no âmbito da prevenção dos incêndios.

O vereador do PS António Bastos reivindicou ainda uma intervenção da Câmara no espaço do parque de estacionamento entre a igreja e o salão paroquial de Mosteirô que se encontra em terra batida, lembrando que a Câmara tem tratado todos os outros centros cívicos das freguesias do Concelho. Nessa mesma reunião, o executivo municipal aprovou um apoio de 25 mil euros à obra já realizada pela Fábrica da Igreja Paroquial de Santo André, Mosteirô.


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- Setembro 1, 2018

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