Há Festa na Aldeia em Ul, Oliveira de Azeméis, a 1 e 2 de setembro

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Várias atividades e formações nas aldeias. Trabalhos feitos a muitas mãos que culminam num festival de verão, a âncora da dinamização de um turismo qualificado e sustentável. A estratégia é conhecida. Envolve-se a comunidade e entidades das aldeias. Os habitantes, os principais agentes da dinamização dos lugares. “A valorização do património, material e imaterial, e dos recursos endógenos, permite olhar o passado como uma aposta clara no futuro, cultivando o sentimento de pertença a um lugar onde, afinal, pertencemos todos”. É tudo isso que move o ciclo de eventos Há Festa na Aldeia.

Um ciclo que ainda não terminou. A 1 e 2 de setembro, Ul, em Oliveira de Azeméis, está em festa. E a 8 e 9 Rio de Onor, em Bragança, também. E , desta forma celebra-se o trabalho realizado ao longo do ano nos territórios em que o projeto é implementado. A festa começou no mês de junho com os festivais em Vilarinho de S. Roque, em Albergaria-a Velha, e Paradela, em Miranda do Douro. Continuou, no mês de julho, com a festa no Porto Carvoeiro, em Santa Maria da Feira, e em Burgo, Felgueiras. Em agosto, a festa fez-se em Talhas, Macedo de Cavaleiros.

“As nossas tradições, os costumes de cada região, os sabores típicos nas nossas mesas, os sotaques de norte a sul e as histórias de quem já cá andou há muito tempo são o que determina o nosso caminho”, refere a organização. “Há Festa na Aldeia” é uma iniciativa da ATA | Aldeias de Portugal que tem como objetivo a promoção do território rural.

Este ano, a festa termina no norte, bem lá em cima. Em Rio de Onor. E a organização deste ciclo de eventos resgata palavras de Torga no seu “Diário IV”. “Rio de Onor, 27 de Setembro de 1946 – Ao cabo de oito dias de permanência num mundo destes, com a sua língua própria, seus costumes e suas leis, nada escrevi sobre ele, nem sinto que venha a escrever grande coisa. Qualquer jornalista apressado, sem as sete horas de caminho que eu fiz sobre um macho para aqui chegar, faria melhor do que eu. Instalado num hotel de Bragança, com três informações e duas anedotas teria assunto para uma reportagem sensacional. (…). Ora viver no convívio destes semelhantes é mais uma lição de disciplina humana e de civismo que se aprende, do que uma revelação de pitoresco e de exótico. Morar alguns dias dentro de uma aldeia que não intriga, que não rouba, que tem do vizinho um conceito fraterno, e que não se embebeda porque é sábado mas por uma razão sagrada de celebração equinocial, é ficar ligado a uma dívida que não se paga nos jornais mas sim na ara da consciência”.


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- Agosto 28, 2018

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