Política

PSD quer escola de Fajões no OE 2019

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A deputada do PSD Helga Correia confrontou o ministro da educação com a premência das obras de requalificação da Escola Secundária de Fajões, concelho de Oliveira de Azeméis, exortando-o a incluir a verba necessária no orçamento do estado para 2019. Intervindo numa audição ao governante, a parlamentar social democrata recordou que, a não ser utilizado, o montante de fundos comunitários já aprovado terá de ser reprogramado.“Todos nós sabemos que as verbas dos fundos comunitários têm de ser aplicadas ao projeto em causa. Se o projeto não avançar, a verba terá de ser reprogramada, podendo ficar ou não no município de Oliveira de Azeméis” – vincou Helga Correia, contrapondo afirmação do presidente da Câmara local numa sessão da Assembleia Municipal, realizada em abril, segundo a qual lhe haveria sido garantido pelo Ministério da Educação que “nenhum cêntimo de fundos comunitários se perderia”.

Helga Correia exigiu, na sua intervenção, respostas da tutela, até porque, citando mais uma vez o autarca, este estaria “à espera que o Ministério da Educação se disponibilize, ou que diga que tipo de soluções das várias que foram apresentadas é que preconiza, para resolvermos o problema”. Sublinhando que a Secundária de Fajões é a escola que regista melhores notas no município de Oliveira de Azeméis e ocupa o quarto lugar no distrito de Aveiro, Helga Correia recordou que “o anterior executivo acordou com o atual governo a requalificação desta escola”, mas, “depois de lançado o concurso, houve um incremento de custos, que o município não tem meios de suportar”.

A deputada aveirense quer saber do ministro se “foi dada ou vai ser dada alguma garantia à autarquia de Oliveira de Azeméis de que a verba de um milhão e meio de euros vai ficar no município” e se está disposto “a inscrever no orçamento do estado de 2019 a verba necessária para que as obras de requalificação avancem”.Recorde-se que os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Aveiro visitaram a escola em junho deste ano, reunindo-se com o seu diretor, que está preocupado com o facto de as obras não avançarem. O estabelecimento de ensino acolhe 537 alunos, 430 dos quais almoçam ali diariamente.A escola necessita de obras urgentes, como a remoção de coberturas em amianto (intervenção que não está contemplada no projeto existente de um milhão e meio de euros), a reparação dos espaços, que apresentam infiltrações e outras patologias, ou a intervenção no pavilhão gimnodesportivo. Algumas turmas estão a funcionar em “contentores”, que, mesmo assim, apresentam melhores condições do que as salas de aulas existentes.


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Política - Julho 22, 2018

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