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Verdes questionam governo sobre fendas nas pedreiras de Lourosa

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O Partido Ecologista Os Verdes, através do deputado José Luís Ferreira, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Ministério do Ambiente sobre a selagem das antigas pedreiras de Lourosa. Em causa estão as fendas e abatimentos nos percursos pedonais e cicláveis no agora denominado Parque da Cidade (já noticiados no Donline – ver aqui – e que levaram à delimitação da zona afetada por barreiras) que o partido atribui às “degradações e decomposições que vão acontecendo no subsolo, ampliadas por possíveis arrastamentos provocados pelos aquíferos subterrâneos”.

Antero Resende, dirigente d’Os Verdes lembra que, segundo a Comissão de Petições da União Europeia, o processo “ainda se encontra em fase de monitorização, pelo que poderá ser alvo de novos desenvolvimentos, se os resultados não forem ao encontro da almejada recuperação ambiental”.

O processo de recuperação do passivo ambiental das antigas pedreiras de Lourosa, no concelho de Santa Maria da Feira, saiu do papel no início de 2012, após intervenção da Comissão de Petições da União Europeia.

Os Verdes recordam que os espaços que durante décadas serviram de depósito de resíduos que contaminaram lençóis freáticos foram convertidos em parques verdes, num investimento superior a 1,5 milhões de euros, que contemplou percursos pedonais, ciclovia, parque infantil e equipamentos de manutenção e geriátrico.

A selagem com uma geomembrana foi a primeira intervenção, seguindo-se a colocação de inertes e terra sobre a qual nasceu o parque. No documento entregue na Assembleia da República, Os Verdes sublinham que a intervenção decidida pelo Ministério do Ambiente foi a mais barata de três propostas apresentadas num estudo elaborado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e “aquela que menos garantias daria em resolver eficazmente o problema”.

Na ocasião, o partido alertava que a solução adotada não passava de um “penso rápido”, já que o lixo depositado continuou enterrado e em contacto com uma zona de “grande predominância de águas e nascentes que levaram à sua decomposição e consequente contaminação dos aquíferos envolventes”. As outras duas propostas que, tecnicamente assegurariam a resolução ambiental correta do problema e que dariam garantias totais ascendias a 16,8 e 27,1 milhões de euros.

“Aquilo que temíamos e alertávamos para o facto na altura em que acompanhávamos a selagem, veio a acontecer”, lamentam Os Verdes, que questionam o Governo se os abatimentos que se registam poderão levar ao rasgamento da geomembrana e a fazer “falir todo este procedimento de selagem das pedreiras”, que medidas estão a ser tomadas e que custos poderão acarretar.

O deputado questiona ainda o motivo pelo qual não foi construído o geoparque Mineral Park, previsto no projeto de reabilitação das antigas pedreiras.


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Concelhos - Julho 21, 2018

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