Câmara vai delimitar zona fissurada no corredor pedonal do Parque da Cidade de Lourosa

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A Câmara de Santa Maria da Feira vai estabelecer um perímetro de segurança para evitar potenciais acidentes decorrentes das fissuras que se agravaram nos últimos meses no corredor pedonal e ciclável do parque da Cidade em Lourosa. Enquanto isso, vai estudando uma solução para o problema que, admite, poderá não ser definitiva, dadas as características do local.

As fissuras já eram evidentes há um ano, mas tornaram-se entretanto mais largas, sendo suscetíveis de provocar acidentes a quem inadvertidamente as pisar. A Câmara Municipal admite que vai ter que intervir para repor as condições de segurança, já que, segundo o vice-presidente, José Manuel Oliveira, não se tratará de um defeito da obra.

Questionado pela bancada socialista na reunião do executivo municipal desta segunda-feira, o autarca explicou que as fissuras estarão relacionadas com o facto de parte do corredor se situar sobre rocha e outra parte sobre aterro, que foi cedendo.

O PS não se conformou com a explicação e reclamou o apuramento de responsabilidades. “É de quem fez o projeto? De quem fiscalizou? Da Câmara?”, questionou o vereador socialista António Bastos, que pediu um “relatório formal do que se está a passar no Parque da Cidade de Lourosa, com ensaios de subsolo”.

José Manuel Oliveira admite solicitar uma informação técnica, mas recusa um estudo exaustivo que implicaria recursos humanos e financeiros, quando, em seu entender, o saber empírico permite avaliar o que se passa.

O projeto inicial foi elaborado por um professor da Faculdade de Engenharia do Porto contratado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional que na percepção de José Manuel Oliveira “fez um trabalho magnífico em termos de resolução e qualidade ambiental”.

Uma das evidências é a qualidade da água do subsolo. “Temos uma série de piezómetros para monitorizar a qualidade das águas subterrâneas e, de ano para ano, a água tem melhorado a sua qualidade. Parece que a solução encontrada foi uma excelente solução técnica”, afirmou o vice-presidente, à margem da reunião do executivo, não deixando de admitir que possa ter havido “inadvertidamente, o desenho de um traçado que passa por dois tipos de solo e que leva àquela fissura”.

“A fissuração em si não é problemática, a questão que se coloca é quando faz aberturas que põem em causa a segurança das pessoas que utilizam a pista”, considera José Manuel Oliveira, defendendo que “mais do que encontrar um culpado”, urge “encontrar uma solução”, que está a ser estudada, mas que “ninguém poderá dar garantias de que será definitiva”.


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- Julho 17, 2018

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