O “salto”, as “pedras no sapato”, a “herança pesada” e o que falta fazer em Esmoriz

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O presidente da Junta de Esmoriz, António Bebiano, aproveitou a sessão solene evocativa dos 25 anos da cidade de Esmoriz para responder aos críticos que falam de marasmo e à oposição que, em Ovar, votou contra “um erro histórico” nas transferências de verbas e competências para as freguesias. Um aniversário com o jogo político em palco…

“Esmoriz deu um salto qualitativo nestes últimos anos”. Foi com esta frase que o presidente da Junta de Esmoriz deu o mote para negar que a cidade esteja parada no tempo. “Esteve”, corrigiu. Lembrou o início das obras de requalificação do Esmoriztur, a reabilitação da Barrinha que foram “pedras no sapato” durante décadas. Juntou-lhe a renovação do centro, com a construção do novo mercado, da “praça” e do renovado Jardim Padre Fernando Campos.

O autarca social-democrata reconheceu que há motivos para “tantas críticas” sobre o estado da rede viária e aí atirou a responsabilidade para “uma herança pesada” que recebeu em mãos, não deixando de reclamar os louros por “mais de 20 reabilitações já realizadas” em cerca de seis anos de consulado.

No plano imaterial, chamou a atenção para as apostas que permitiram a criação do Gabinete de Apoio Social, Gabinete de Inserção Profissional, ambos em colaboração com a Câmara Municipal, e a Universidade Sénior.

A descentralização foi chamada à colação. António Bebiano falou numa “conquista” da cidade a correção de “um problema histórico em Ovar” quanto às transferências das verbas do município para as freguesias. Correção essa que se traduziu numa duplicação dos fundos canalizados para Esmoriz, como salientaria de seguida o presidente da Câmara, Salvador Malheiro. “Fez-se justiça”, considerou António Bebiano, sublinhando que, agora, “a descentralização no Concelho está no bom caminho” e lamentando o voto contra da oposição na Assembleia Municipal.

 

Presidente da Câmara destaca o que falta fazer

Salvador Malheiro centrou a sua intervenção no que falta fazer na cidade. “Falta fazer muito”, disse. Falta a reabilitação de eixos rodoviários como a Rua dos Tanoeiros, Rua de Matosinhos, Rua S. Sebastião, a requalificação do Cineteatro Esmoriztur, a zona industrial e o projeto de urbanismo defendido por António Bebiano que, em seu entender, servirá para recuperar o tempo perdido no planeamento da cidade”.

A requalificação da frente de mar entre Esmoriz e Cortegaça é para o presidente da Câmara de Ovar um projeto estruturante. “Não é fácil, vai pedir muito dinheiro, mas vamos procurar fontes de financiamento”, acrescentou.

A reabilitação do Cineteatro Esmoriztur é para o autarca uma oportunidade para iniciar um processo de descentralização da cultura, hoje, “muito centralizada na sede do Concelho”. “Estamos prontos para colaborar, quer para tomar a iniciativa, quer para acolher projetos locais”, afirmou.

A geminação com a cidade de Draveil, dos arredores de Paris, não foi esquecida, com a celebração dos 28 anos de ligação entre as duas localidades, que contou com a presença de uma delegação da autarquia francesa.

  

Durante a sessão solene, a Junta de Freguesia entregou a Medalha de Ouro da Cidade a Manuel Ferreira, autarca que geriu os destinos da cidade nos anos 80, diplomas de mérito desportivo a atletas e equipas que conquistaram títulos de relevo em diferentes modalidades e de mérito artístico a Joaquim Simões, com carreira internacional no mundo da música. A autarquia procedeu ainda à entrega dos protocolos de apoio às coletividades locais.

  


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- Julho 8, 2018

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