Presidente da República ligou a Emídio Sousa durante incêndio no centro histórico da Feira

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O presidente da Câmara da Feira, Emídio Sousa, confessa a sua surpresa quando no domingo, por volta das 17h00, no meio da grande azáfama das operações de rescaldo do incêndio que deflagrou no centro histórico da cidade, recebeu uma chamada telefónica do Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa tinha chegado da Rússia, onde assistiu ao jogo que ditou o afastamento de Portugal do Mundial de Futebol, frente ao Uruguai de Cavani e Luís Suárez, e ao aperceber-se das imagens e dos relatos da televisão do incêndio que devorava dois edifícios, quis inteirar-se da situação.

“Foi um telefonema que muito me surpreendeu, mas que demonstra uma atenção muito grande a todo o País e a todos os episódios do País”, adianta Emídio Sousa.

O Presidente da República, que tem deslocação agendada no início de Agosto à Viagem Medieval, quis saber “como estavam as coisas no terreno, se havia feridos, quais os prejuízos”, revela o autarca de Santa Maria da Feira, sensibilizado pela preocupação do mais alto magistrado da nação em saber se “era necessária alguma coisa”.

Emídio Sousa aproveitou a reunião do executivo municipal desta segunda-feira para expressar um “voto de louvor” a todos os que “eficazmente participaram no combate ao fogo e evitaram que ele se propagasse a outros edifícios”, incluindo nesse voto a Polícia pela gestão do trânsito e das centenas de pessoas que acorreram ao Rossio na tarde do último domingo.

Dois dias depois, o foco é o presente e o futuro. Os serviços do Município têm vindo a vistoriar os edifícios afetados. Segundo o autarca, as indicações vão no sentido de que não haverá risco de derrocada das fachadas.

O vereador da Proteção Civil Municipal, Vítor Marques, tem estado a acompanhar de perto o dossiê. A prioridade vai no sentido de notificar os proprietários a remover os escombros e estudar com os proprietários as hipóteses de recuperar os edifícios, mas “ainda é cedo para uma decisão concreta”. O Rossio está integrado na Área de Reabilitação Urbana do centro histórico e não é descurada na análise a possibilidade de os proprietários recorrerem a esse mecanismo que comporta alguns incentivos.

Ainda segundo Emídio Sousa, o incêndio, pelas suas consequências, não deverá condicionar a Viagem Medieval que decorrerá nos primeiros 12 dias de Agosto e que terá no Rossio, um dos seus epicentros. A maior condicionante estará do lado dos comerciantes afetados pelo incêndio.


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- Julho 3, 2018

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