Política

BE quer respostas sobre Tutti-Frutti

pub

O BE já pediu esclarecimentos ao presidente da Câmara de Santa Maria da Feira sobre as buscas da PJ, no âmbito da operação Tutti-Frutti. Num requerimento enviado à Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira, o BE faz várias perguntas. Qual o fundamento da autarquia ter sido alvo das buscas? Se o alvo das buscas foi a adjudicação de um contrato efetuado pela autarquia, quais  foram os critérios para que o contrato fosse adjudicado à empresa Ambigold Invest? Quando será publicada toda a informação relativa a esta adjudicação, nomeadamente o caderno de encargos, as propostas apresentadas, a constituição do júri do concurso, a classificação das propostas apresentadas e as respetivas justificações, dúvidas e reclamações apresentadas pelos concorrentes? O BE pergunta ainda que medidas a câmara pretende adotar para evitar que se repitam estas situações?

A operação Tutti-Frutti investiga maioritariamente militantes do PSD. “A câmara municipal, como entidade pública, deve dar explicações pormenorizadas, de forma a clarificar quaisquer dúvidas ou suspeitas. Pode dizer-se que, quem não deve, não teme”, sustenta o BE que lembra que, em relação à autarquia de Santa Maria da Feira, está em causa um contrato ganho pela empresa Ambigold Invest – Equipamentos e Serviços, Lda, no valor de 129.600 mil euros celebrado em 19 de janeiro de 2017. O sócio-gerente da empresa é Carlos Eduardo Reis, antigo líder da JSD/Braga e atual membro do Conselho Nacional do PSD.

O BE relembra que apresentou uma recomendação na Assembleia Municipal, a 26 de Junho de 2017, que propunha a disponibilização de toda a documentação associada à contratação pública, e que esta foi chumbada pelo grupo municipal do PSD. E o BE entende que “a existência de indícios deve levar Emídio Sousa e todas as autarquias envolvidas a prestar, no imediato, os esclarecimentos devidos à população, não podendo, de forma alguma, esconder-se atrás de meras formalidades”.

 


Política - Junho 30, 2018

Relacionados