Buscas na Câmara da Feira relacionadas com concurso de manutenção dos jardins do Europarque

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A Câmara de Santa Maria da Feira foi uma das autarquias objeto de buscas, esta quarta-feira, de manhã, pela Polícia Judiciária, no âmbito da operação Tutti-Frutti, desencadeada com uma investigação de uma alegada rede, constituída maioritariamente por militantes do PSD que visaria a adjudicação de contratos públicos a militantes do partido.

O presidente da Câmara da Feira, Emídio Sousa, confirmou a realização de buscas na autarquia,acrescentando que se relacionam com “a investigação a uma empresa de Carlos Eduardo Reis, ligado ao PSD, que ganhou um concurso público para a manutenção dos espaços verdes do Europarque”.

“Estiveram cá os inspetores, a mando do Ministério Público, e levaram um CD com todas as peças do processo do concurso público”, explicou o autarca, afirmando-se “totalmente confortável”.

“Desconheço completamente a pessoa em causa, nem sabia quem eram os donos da empresa, fiquei a saber hoje. Tem a ver com uma investigação que está a ser conduzida pelo Ministério Público de Lisboa e dado que a empresa tem um contrato connosco, está no código dos contratos públicos, os inspetores vieram cá e entregámos a documentação que nos pediram”, esclareceu.

A operação foi desencadeada de norte a sul do país e nos Açores e incluiu cerca de 70 buscas a câmaras, juntas de freguesia, instalações do PSD e do PS, empresas, escritórios de advogados e domicílios. Essas buscas envolveram a presença de três juízes de instrução, 12 magistrados do Ministério Público, peritos informáticos e financeiros e inspetores da Policia judiciária, num total de duas centenas de pessoas.

 

Tem a ver com uma investigação que está a ser conduzida pelo Ministério Público de Lisboa e dado que a empresa tem um contrato connosco, está no código dos contratos públicos, os inspetores vieram cá e entregámos a documentação que nos pediram”, esclareceu Emídio Sousa, presidente da Câmara da Feira.

 

De acordo com a mesma nota, ter-se-á apurado que um grupo de indivíduos ligados às estruturas de partido político, desenvolveram entre si influências destinadas a alcançar a celebração de contratos públicos, incluindo avenças com pessoas singulares e outras posições estratégicas.

O inquérito encontra-se em segredo de justiça e a investigação prossegue sob direção do Ministério Público na secção distrital do DIAP de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.


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- Junho 27, 2018

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