Autarca de Rio Meão quer entregar petição pelo balcão da CGD a Mário Centeno

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O presidente da Junta de Rio Meão, Mário Jorge Reis, tem a noção do histórico em casos semelhantes, mas faz questão de não dar o anunciado fecho da agência da Caixa Geral de Depósitos na vila como “um facto consumado”. Na assembleia popular convocada para esta sexta-feira à noite, que reuniu cerca de duas centenas de pessoas no salão nobre da Junta, o autarca anunciou que se desloca quinta-feira a Lisboa, para entregar, pessoalmente, ao ministro das Finanças, Mário Centeno, e ao governador da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, exemplares do abaixo-assinado e da petição contra o encerramento do balcão do banco público, que desde quinta-feira estão a circular na vila e na internet.

“Vão saber que as pessoas de Rio Meão não estão a dormir”, disse, depois de explicar todos os passos que a autarquia deu, desde que, por vias não oficiais, tomou conhecimento do fecho da agência. Mário Jorge Reis reiterou que a conta da Junta de Freguesia e a sua pessoal serão transferidas da CGD para a instituição bancária que, dentro de “dois ou três meses”, vai abrir portas em Rio Meão, na mesma loja onde durante anos funcionou o Banco Popular, em pleno centro da freguesia. Sem revelar de que instituição financeira estava a falar, alegando que o Banco de Portugal ainda não deu “luz verde” à abertura, garantiu que o processo foi acelerado com a notícia do fecho do balcão da CGD, que o espaço está arrendado e que se vão iniciar agora as obras de decoração e de adaptação.
Durante algum tempo, Rio Meão não terá qualquer agência bancária nem caixa multibanco, mas Mário Jorge Reis revelou que, “dentro de duas ou três semanas”, estará a funcionar uma ATM na Clínica S. Tiago, em sequência de diligências do responsável pelo estabelecimento de saúde.

  

Presidente da Junta lamenta ausência da Câmara

O presidente da Junta riomeonense, que é dirigente concelhio do PSD, iniciou a sua intervenção constatando a presença na sala de representantes de todos os partidos com assento na Assembleia Municipal, não mencionando o PSD que não esteve presente, e fecharia uma segunda intervenção, após a participação do público, manifestando-se “desgostoso” pela ausência do presidente da Câmara nesta assembleia popular. Emídio Sousa encontrava-se no estrangeiro e não se fez representar por qualquer outro vereador, mas Mário Jorge Reis não deixou de sublinhar não ter ouvido, até agora, do presidente do Município da Feira, “qualquer gesto ou palavra de solidariedade com a população de Rio Meão”.

O presidente da Junta ressalvou que “os cidadãos de Rio Meão são livres” de expressar o seu descontentamento e promover as manifestações que entenderem, mas adiantou que na próxima semana não terá disponibilidade para marcar presença, já que tem a sua agenda preenchida com a deslocação a Lisboa, assembleia de freguesia (onde vão ser submetidos à votação um voto de protesto contra o encerramento do balcão local da CGD e uma moção contra “a falta de respeito pelo poder local democrático”), assembleia municipal onde irá intervir sobre o dossiê, e com outras diligências.

Do público presente, houve quem manifestasse intenção de transferir a sua conta pessoal e da empresa para outras instituições bancárias e quem sugerisse que os clientes da CGD de Rio Meão se deslocassem em massa ao balcão para transferir as respetivas contas para outras instituições e assim “entupir” os serviços.


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- Junho 22, 2018

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