Os motores do Basqueiral estão ligados. É hoje que o parque de Lamas começa a abanar

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Três palcos, dois dias, 15 bandas. E muitos decibéis no ar. A segunda edição do Festival de Música Urbana Basqueiral instala-se a 15 e 16 de junho nos jardins do Parque de Santa Maria de Lamas.E não só. O Basqueiral promete ouvir-se a longas distâncias com uma seleção de projetos musicais emergentes que se espalham pelos jardins do parque, pela igreja e pelo Museu de Santa Maria de Lamas. Eletrónica, rock, indie, punk, metal, world music, hip-hop e artes cénicas. O Basqueiral é tudo isso. E o Basqueiral já mexe.

First Breath After Coma, Killimanjaro, 10 000 Russos, Scúru Fitchádu, Stone Dead, The Dirty Coal Train, Ângela Polícia, Whales, Iguana Garcia, Fugly, L-Ali, O Gajo, OG’s, Skars e Ritmare estão no cartaz da segunda edição que este ano se insere na programação da V Capital da Cultura do Eixo Atlântico.

O festival mantém a filosofia e abre-se a novas roupagens visuais, sonoras e interativas pela mão da Companhia Persona que conta com a colaboração do museu, de alunos do Colégio de Lamas e do coletivo RushCrew. E há uma estreia, ou seja, o Basqueiral Júnior que é um espaço dedicado a miúdos e famílias, dinamizado pelo serviço educativo do Museu de Lamas, com atividades lúdicas e pedagógicas focadas na música que apura os sentidos e estimula a curiosidade.

Na sexta-feira, os 10 000 Russos estão no Palco Parque com energia eléctrica que nunca se esgota. Com força, sons agressivos e imagens hipnóticas. Os Fugly também lá estarão com rock and roll made, caos e excentricidade frenética. The Dirty Coal Train, um trio de instrumentos amaldiçoados que debita decibéis por tudo quando é lado, toma conta do palco do museu. O mesmo palco pisado por Scúru Fitchádu, melhor dizendo, música de combate numa aventura a solo, uma encruzilhada de linhas de baixo distorcidas, baterias aceleradas – e o resultado disto tudo é, dizem, “complicado, distinto, invulgar e sujo”.

No mesmo palco do museu, e no mesmo dia, sexta-feira, está Ângela Polícia com o álbum de estreia  “Pruridades”, lançado em 2017. As referências sonoras, o noise-hop, o punk, a electónica, o dub e outras tantas que se detectam a cada nova audição, são tão díspares que não há classificação do género que encaixe.

Na sexta-feira, O Gajo atua no palco igreja. Ou seja, João Morais e sua viola alentejana. É em Beja que O Gajo conhece esta viola, mas é em Lisboa que, nas suas mãos, adquire novas tonalidades, afastando-se da linguagem mais tradicional, explorando novos caminhos, mas mantendo intacta a sua portugalidade.

Segundo dia, sábado, dia 16. First Breath After Coma sobem ao palco do parque. O quinteto de Leiria, depois de uma paragem ligado às máquinas, despertou com um novo nome e com música que é uma viagem sem fechar os olhos a terras inóspitas. Killimanjaro estarão no mesmo palco. O coletivo de Barcelos não passa despercebido. “São como búfalos a galope, sem destino algum, apenas o de estremecer aqueles por quem passam. Só lhes interessa o palco, como a savana onde o búfalo se alimenta, para continuar a galopar”. Uma descrição com duas frases da banda.
Stone Dead também tocam no parque do Basqueiral no sábado. E quem disse que o rock estava morto? Stone Dead responde a essa pergunta. Whales, que venceram o Festival Termómetro em 2016, o mais antigo e prestigiado concurso de música alternativa em Portugal, em formato de power trio, mostram a sua música no parque.
Iguana Garcia e o seu “Cabaret Aleatório”, L-Ali que é um murro no estômago do rap nacional, OG’ que é Armando Almeida um rapper de 18 anos nascido no concelho de Santa Maria da Feira, Skars com raízes na Feira e que não negam as suas origens metaleiras, e os Ritmare, o grupo de percussão que alia a exploração tímbrica de diversas fontes sonoras a uma componente cénica, composto por 45 elementos do Colégio de Lamas, mostram as suas artes no sábado. O Basqueiral está a postos. Faltam dois dias.


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- Junho 13, 2018

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