Concelhos

PS quer uma piscina olímpica na Feira, PSD diz que “não é prioridade”

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O presidente da câmara da Feira, Emídio Sousa, considera que “não é uma prioridade” para o concelho a construção de uma piscina olímpica, porque “não é viável do ponto de vista económico-financeiro” e porque não há atletas a competir a esse nível. É dessa forma que o autarca responde ao PS que reclamou na última reunião do executivo municipal a construção de uma piscina olímpica no Concelho, para “gerar campeões”, já que nenhuma das três piscinas municipais em funcionamento e a piscina da Junta de Freguesia de São João de Ver reúne essas características.

Os vereadores socialistas tinham questionado pelo ponto da situação da prometida piscina de Canedo, a financiar pelos fundos de compensação pela instalação do aterro sanitário, e se o projeto teria as dimensões necessárias para ser olímpica. Não vai ter e Margarida Gariso, líder da bancada socialista no executivo municipal, entende que, no Concelho, há potencial que não está a ser explorado, até porque “há um atleta que vai aos Jogos Paralímpicos”. Na sua perspetiva, a piscina de Canedo não só deveria avançar, como deveria acautelar as condições de acessibilidade plenas, autonomia energética, ser carbono zero e utilizar cortiça como matéria prima na sua construção, à semelhança de uma outra construída em Guimarães.

“É preciso ter ambição, é preciso ter uma visão de futuro, é preciso ter uma estratégia”, insiste a vereadora que, ao contrário de Emídio Sousa, sustenta que “há potencial” para que se consiga rentabilizar o investimento. A dinâmica de Canedo, a sua capacidade de atrair a população dos concelhos vizinhos de Castelo de Paiva e Gondomar, a sua utilização pelas crianças das escolas são argumentos.

A socialista admite que, numa fase inicial, representaria um investimento, mas depois, “com uma boa gestão e uma boa estratégia, seríamos capazes de rentabilizar o equipamento e ambicionar sermos um concelho onde a natação possa ser um desporto de vanguarda”.

“Visitámos as três piscinas municipais e a piscina de São João de Ver e não reúnem as condições físicas para os atletas do Feirense e da natação adaptada da Feira Viva e quando precisam têm que pagar para utilizar a piscina do Colégio de Lamas e de outras fora do concelho. Assim esse dinheiro ficaria cá”, exemplifica a autarca.

 

“É muito fácil mandar um palpite para o ar. Gastar, gastar, é típico do Partido Socialista. Nós gastamos naquilo que consideramos prioritário, naquilo que consideramos necessário e tentamos gerir o melhor possível os impostos dos feirenses.

 

O presidente da Câmara rejeita liminarmente a construção de uma piscina olímpica no Concelho. Lembra que a opção tomada por executivos anteriores recaiu nas piscinas de 25 metros e, estando feitas, “não há nada a reverter”.

Emídio Sousa chama a atenção que no território de Santa Maria da Feira há uma piscina olímpica, que pertence ao Colégio de Lamas e que o Município “não teria condições de a assumir”, porque não tem atletas com estatuto olímpico.

Para o autarca, é um investimento “muito caro” numa infraestrutura que “não é viável, do ponto de vista económico e financeiro”, salientando que das três piscinas municipais em funcionamento no Concelho, apenas a de Santa Maria da Feira tem contas equilibradas.

“É muito fácil mandar um palpite para o ar. Gastar, gastar, é típico do Partido Socialista. Nós gastamos naquilo que consideramos prioritário, naquilo que consideramos necessário e tentamos gerir o melhor possível os impostos dos feirenses. Não nos parece que seja uma prioridade para Santa Maria da Feira ter uma piscina olímpica”, remata.

Sobre a construção da piscina de Canedo, adianta que está em curso o estudo geotécnico para elaboração do projeto de infraestruturas, prevendo que a obra se possa iniciar em 2019. Relativamente às condições da piscina de São João de Ver, propriedade da Junta de Freguesia, mas explorada pela empresa municipal Feira Viva, revela que estão a ser equacionadas obras.


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Concelhos - Junho 7, 2018

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