Pré-selagem e queimador vão “minimizar” queixas de vizinhos do aterro de Canedo

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Os problemas dos odores com que se confrontam os moradores nos lugares que rodeiam o aterro de Gestal, Canedo, que serve os municípios da Feira e Gaia, continuam na ordem do dia. A regularidade e a intensidade com que acontecem já levaram a oposição na Assembleia da União de Freguesias de Canedo, Vale e Vila Maior a propor a constituição de uma comissão de acompanhamento e fiscalização das obrigações contratuais do aterro sanitário. Uma proposta que esbarrou maioria social-democrata, que não deixa de reconhecer a existência do problema, mas crê que poderá ser minimizado a curto prazo.

Em declarações ao Donline, Paulo Oliveira, presidente da Junta da União de Freguesias de Canedo, atribui um período de maior intensidade dos odores com o facto de a primeira célula de deposição estar a atingir o seu ponto mais alto. “A deposição dos resíduos está a ser feita a uma cota superior e o vento quando sopra de determinado quadrante faz com que os cheiros se sintam mais em Sobreda”, explica.

O autarca adianta que está prevista a pré-selagem dessa célula, através da colocação de uma tela de impermeabilização sobre os resíduos já depositados, que, com o tempo, vão abater para depois se proceder à selagem final, crendo que isso minimizará o problema.

 

Incêndios destruíram cortina arbórea

A Suldouro, entidade que gere o sistema de tratamento e valorização do lixo dos concelhos de Gaia e Feira, prevê que o queimador, que está a ser desativado no aterro de Sermonde, deverá ser colocado a funcionar em Canedo dentro de um mês, e que, a partir desse momento, os odores irão “diminuir de forma significativa, mas não serão totalmente eliminados”.

Os incêndios do verão do ano passado destruíram a cortina arbórea que separava o aterro do Gestal das povoações, deixando de desempenhar o seu papel de filtro do ar. Paulo Oliveira tem a indicação de que está prevista a reflorestação, com a colaboração do Parque Biológico de Gaia, que iniciará em breve um conjunto de plantações, até para substituir algumas espécies que não vingaram.

 

Mau estado dos arruamentos persiste

A população da zona envolvente queixa-se ainda do mau estado de alguns arruamentos. Parte deles já foram intervencionados, mas há situações em que o pavimento ainda não foi reposto. O presidente da Junta sacode a responsabilidade para a PT que não deslocou postes que ficaram no meio da via de circulação – em resultado de alargamentos -, apesar de já ter recebido “um conjunto largo de comunicações nossas a solicitar essa transferência dos postes para as bermas”. “Não o fazendo, não podemos pavimentar, porque estaríamos a contribuir para que mais facilmente ocorressem acidentes”, argumenta, supondo que “a breve prazo, o problema será resolvido”.

 

Foto: DR


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- Junho 3, 2018

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