Concelhos

Linha do Vouga: Porto estuda futuro, Aveiro receia fim do comboio turístico

pub

A Linha do Vouga continua na ordem do dia. A Área Metropolitana do Porto pretende estudar a requalificação do troço de Espinho-Oliveira de Azeméis e sua ligação à Linha do Norte. Sob o troço Aveiro-Macinhata do Vouga, há notícias que apontam para a supressão do comboio histórico e o deputado feirense do PSD Amadeu Albergaria questionou o governo sobre o assunto.

O Conselho Metropolitano do Porto prepara-se para encomendar um estudo para definição de um plano ferroviário para a região com indicação de investimento a financiar através do quadro comunitário 2030.

Poderá estar na calha levar o comboio até ao aeroporto e a reabertura da linha de Leixões para passageiros, que atravessa uma zona de forte densidade populacional na Maia e Matosinhos, servindo por exemplo o Hospital de São João e o pólo universitário da Asprela.

Entre outros pontos da rede ferroviária, o estudo deverá incidir ainda sobre a interligação da Linha do Vouga, entre Oliveira de Azeméis e Espinho, com a Linha do Norte em Espinho, que proporcionaria à população de Oliveira de Azeméis, São João da Madeira e Santa Maria da Feira uma acessibilidade ferroviária direta a Campanhã, no Porto.

 

Supressão do comboio histórico do Vouga chega ao Parlamento

Nos últimos dias surgiram notícias que dão conta do fim do “comboio turístico” no troço da linha entre Aveiro e Macinhata do Vouga, assunto que já chegou ao Parlamento pela mão do deputado feirense do PSD, Amadeu Albergaria.

Numa pergunta dirigida ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, o parlamentar social democrata exige resposta da tutela sobre se pode garantir a continuidade do projeto que tanto sucesso fez no ano passado, ao ligar Aveiro a Macinhata do Vouga em carruagens dos anos sessenta do século passado.

Amadeu Albergaria sublinha o êxito da iniciativa registado no ano passado, pois se no início o comboio arrancou já com uma taxa de ocupação de 85 por cento, na parte final já esteve esgotado, “numa prova inequívoca de que a iniciativa tem mérito”. Para o deputado aveirense, “não se compreende, pois, que um projeto com este potencial de captação de pessoas seja abandonado”.

A pergunta agora dirigida ao governo surge na sequência de notícias recentemente vindas a público, que apontam no sentido da redução da oferta dos chamados “comboios históricos” neste verão, depois do sucesso da iniciativa no ano passado. Segundo o que se sabe, uma das viagens afetadas seria a da Linha do Vale do Vouga, na composição conhecida como Vouguinha.

Está em causa um percurso de 35 quilómetros feito em três carruagens puxadas por uma velha locomotiva fabricada no País Basco nos anos 60, durante o qual os turistas têm a oportunidade visitar o museu ferroviário, através de uma encenação pelo Teatro Espontâneo de Macinhata e uma visita a Águeda.


Concelhos - Maio 10, 2018

Relacionados