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Redução da almofada financeira da Câmara de Ovar preocupa PS e BE

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Cerca de metade da almofada financeira que o executivo socialista Manuel Oliveira deixou nos cofres da Câmara Municipal de Ovar em 2013 foi aplicada nos últimos quatro anos de gestão do executivo social-democrata de Salvador Malheiro e o PS revela preocupação com a trajetória seguida.

Fê-lo numa Assembleia Municipal, onde Ana Rola, eleita do PS, afirmou que a este ritmo de “15 por cento ao ano” de utilização das disponibilidades, “rapidamente” o Município ficará a depender da receita de cada ano, “comprometendo a capacidade de investimento no futuro”.

O PS não coloca em causa a aplicação dessa almofada financeira, que em 2013 era de 10,2 milhões de euros e em 2017 se situava nos 5,2 milhões de euros, mas critica “as opções” tomadas.

Também o Bloco de Esquerda, através de Liliana Resende, já exprimiu a sua preocupação pela “forma e velocidade” com que o saldo de gerência tem sido utilizado. E mais preocupada fica Liliana Resende “quando ouve a “manifestação de disponibilidade deste executivo em assumir a comparticipação nacional das obras projetadas para a orla costeira, num valor anunciado de 3 milhões de euros”, entre outras, questionando se “fará sentido assumir para o município e para os munícipes o custo de obras que deveriam ser financiadas pelo governo central”.

O presidente da Câmara de Ovar sustenta que a diminuição das disponibilidades se explica com a obra realizada e com a diminuição da dívida em “mais de quatro milhões de euros” nos últimos quatro anos para o valor “mais baixo do milénio”. Nas suas contas, a dívida real não ultrapassará os 2,5 milhões de euros. Em matéria de obra, acena com “os mais elevados níveis de execução da história do Município”, traduzidos numa taxa de execução de 82 por cento do orçamento.

“Continuamos com contas boas”, afirma Salvador Malheiro e isso tranquiliza-o relativamente ao futuro, frisando que os níveis do saldo corrente permitem prosseguir o investimento.


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Concelhos - Maio 1, 2018

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