Concelhos

Mais de 2000 exames de espirometria num ano sem taxas moderadoras

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O Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV) e o Agrupamento de Centros de Saúde de Entre o Douro e Vouga I (ACES Feira/Arouca) assinaram há quase um ano, em 22 de maio de 2017, um protocolo para realização de exames de espirometria nos cuidados de saúde primários. Esta parceria tem-se revelado um sucesso. Desde então, já foram realizadas 2005 espirometrias nos centros de saúde do ACES Feira/Arouca, sem a deslocação do utente ao Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira.

O exame de espirometria é indolor e não invasivo e é utilizado em casos em que é necessário verificar se o utente sofre de doença respiratória. Os utentes que realizam exames de espirometria ao abrigo do protocolo, firmado entre o CHEDV e o ACES Feira/Arouca, não pagam taxas moderadoras.

Este exame complementar de diagnóstico, realizado por uma técnica de Cardiopneumologia que se desloca às unidades de saúde do ACES, mede o débito de ar com um espirómetro e tem como objetivo o diagnóstico precoce e a monitorização da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), e da asma. A análise do exame, que permite caracterizar e avaliar a gravidade da doença, é feita pelos pneumologistas no CHEDV, que também elaboram o relatório que, posteriormente, é enviado para o médico de família do utente.

No ano passado, o ACES Feira/Arouca, com o apoio do Serviço de Pneumologia do CHEDV, realizou diversas ações de formação de espirometria, destinadas aos médicos do ACES, o que permitiu disponibilizar esta nova oferta de exames nos cuidados de saúde primários, uma ferramenta essencial para os profissionais de saúde na avaliação clínica.

Desta colaboração entre o CHEDV e o ACES resulta uma melhor articulação, redução de consultas, diminuição das necessidades de internamento hospitalar, menor absentismo laboral, maior proximidade e maior qualidade de vida do doente.

Esta iniciativa reforça a aposta na prevenção e no aumento do diagnóstico precoce da DPOC, acesso à prestação de cuidados de saúde de proximidade e a um tratamento adequado e articulado entre os cuidados de saúde primários e cuidados de saúde hospitalares. O aumento da capacidade para diagnosticar a DPOC permitirá ganhos significativos em saúde, decorrentes da possibilidade de diagnosticar e tratar os doentes numa fase mais precoce da doença, com melhores resultados e menos custos.

 

 

 

 

Em Portugal, o peso da mortalidade por doenças respiratórias tem vindo progressivamente a aumentar e constitui a terceira principal causa de morte a seguir às doenças cardiovasculares e ao cancro, tendo em 2015 representado mais de 12% do total de causas de morte. Além da mortalidade, está previsto que as doenças respiratórias crónicas atinjam cerca de 40% da população portuguesa, calculando-se uma prevalência de 10% para a asma, de 25% para a rinite e 14,2% para a DPOC em pessoas com mais de 40 anos.

 


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Concelhos - Maio 1, 2018

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