Política

O turismo pelo prisma do CDS-PP

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A Comissão Política Concelhia do CDS de Santa Maria da Feira quis debater o turismo, e questões associadas, e agendou um colóquio no salão do Zip Zip, em Caldas de S. Jorge. E contou com um painel de oradores com visões distintas, mas com a mesma mensagem, ou seja, a importância do turismo para desenvolvimento da sociedade. A estrutura política espera que a Câmara da Feira “perceba a força económica e social e o que área turística pode proporcionar para o desenvolvimento da nossa sociedade”.

Adolfo Mesquita Nunes, vice-presidente do CDS-PP e ex-secretário de Estado do Turismo, marcou presença neste debate e sublinhou que o país está a usufruir do crescimento e do desenvolvimento proporcionado pelo turismo. Fruto, na opinião do ex-governante, das apostas feitas nos últimos quatro anos em que esteve no Governo. “Soube
encontrar formas e tive a coragem de as colocar em prática, fazendo um planeamento da atividade turística a todos os níveis no nosso país. Hoje é reconhecido por todos. Durante várias décadas andámos à deriva, hoje Portugal está na linha da frente, dos destinos turísticos mundiais. Concorremos com os melhores”, referiu.

Rui Tavares focou a sua intervenção na falta de planeamento turístico do concelho de Santa Maria da Feira. Um discurso que ilustrou com o exemplo das Termas de São Jorge. Um equipamento termal para o qual, recordou, o “município elaborou um projeto com diversos parceiros, onde se incluía universidades estrangeiras, para aproveitar a água e a envolvência geográfica do território das Caldas de São Jorge”, para onde se poderia “desenvolver um projeto ambicioso que permitia dotar o nosso concelho de valências turísticas de alta qualidade e tornarmos uma referência nesta região”. “Mais uma vez, todo esse aparato não passou de projetos de intenções”, referiu.

Vital Santos, membro da associação Voltada a Poente de Romariz, integrou o painel de oradores e baseou a sua intervenção na importância do Castro de Romariz como património histórico classificado. O dirigente sustentou, a propósito, que dada a grandiosidade e potencial, o castro deveria ser uma das prioridades do executivo municipal e tornar-se um dos grandes atrativos turísticos. Na sua perspetiva, e para que essa vontade seja uma realidade, “é necessário construir infraestrutura na zona envolvente que permitisse expor todo o espólio conhecido do castro e assim ser muito mais atrativo para os cidadãos o visitarem”. A zona edificada deve ser preservada para que haja condições para ser visitada “de uma forma confortável, sem danificar a infraestrutura”.

“É preciso continuar a fazer escavações pois só conhecemos um quarto da área edificada, é preciso adquirir os terrenos que compõem o mesmo complexo, é preciso acessos e sinalização adequada para que seja fácil os cidadãos lá chegarem. É preciso uma divulgação mais eficaz e estar integrado na rede de castros ibéricos. Para que tudo isto seja possível, o nosso município tem que deixar de ter projetos de intenções e olhar para o castro, não como um problema, mas como uma grande oportunidade”, vincou. E acrescentou: “No dia em que tudo isto seja uma realidade, Romariz e Santa Maria da Feira, serão uma referência de excelência na área turística de Portugal”.

Raquel Madureira, que durante quatro anos ocupou um cargo de vereadora na Câmara de Aveiro, falou do salto qualitativo no desenvolvimento turístico da cidade aveirense. Onde havia natureza e edifícios degradados, hoje “há infraestruturas turísticas modernas”. E apesar do crescimento turístico, é possível construir equipamentos de apoio que permitam uma boa convivência entre cidadãos residentes na cidade de Aveiro e turistas.

 


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Política - Abril 29, 2018

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