Concelhos

“Nós investimos mais na Feira do que o Governo em todo o País”

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O presidente da câmara da Feira, Emídio Sousa, reclama para o seu Município o estatuto de referência nas artes de rua em Portugal e para o festival Imaginarius uma posição no “calendário mundial” do setor. “Nós investimos mais em Santa Maria da Feira do que o Governo em todo o País”, referiu, com “orgulho”, na conferência de imprensa de apresentação da edição que celebra a “maioridade” do Imaginarius, que vai decorrer entre 24 e 26 de junho, no centro histórico da cidade-sede do Concelho. O Município investe 300 mil euros na organização do festival, um valor superior ao apoio que o Governo tem para apoiar o setor das artes de rua do País.

O autarca constata que “não há, claramente, ao nível do poder central, a perceção da importância da cultura e da criatividade, embora muitas vezes o discurso seja amigo e favorável“. Não deixa de admitir, também, que haja “muita gente em Santa Maria da Feira a achar que era melhor investir este dinheiro a tapar buracos nas estradas”. “Nós queremos fazer as duas coisas ao mesmo tempo nas estradas e na cultura, porque este investimento é claramente numa economia de futuro”, salientou.

 

Imaginarius: de comprador a produtor e vendedor

O Imaginarius entra na sua 18ª edição com um percurso consolidado e Emídio Sousa regista que “a Feira deu um salto absolutamente notável em poucos anos, neste setor de atividade”, tendo começado como um “festival de programação” à base de grandes produções e grandes espetáculos de companhias internacionais e “à força do orçamento e do investimento em compra”. “Hoje, já não é só isso. Também compramos alguma coisa, mas produzimos e vendemos”, realçou, destacando o papel do Imaginarius Centro de Criação nesse processo de criação, produção e internacionalização de projetos no campo das artes de rua.

Outra das notas salientadas na apresentação foi a preocupação da organização em levar as artes de rua às freguesias. “Era uma das falhas que notávamos, e muitas vezes éramos apontados, e com razão, pela excessiva concentração na Cidade-sede. Hoje, o Imaginarius sai de portas, já vai a Canedo e a outras freguesias, já se vê o envolvimento de toda a comunidade, de todas as freguesias do território, e depois vem aqui, ao palco principal, ao palco natural”, destacou o presidente.

 

Foto: CM da Feira


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Concelhos - Abril 20, 2018

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