Política

PCP em contacto com trabalhadores

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O PCP continua as suas ações à porta de fábricas e a contactar trabalhadores na campanha “Valorizar os Trabalhadores, Mais Força ao PCP”. Uma delegação de Espinho do partido esteve, esta semana, na Tapeçaria Ferreira de Sá que tem cerca de 100 trabalhadores e exporta para todos os continentes. Para o PCP, “não se justifica o constante ‘entra e sai’ de trabalhadores, recorrendo constantemente aos contratos a prazo, muitos deles ao mês”.

“Da mesma forma, são difíceis de aceitar os ritmos de trabalho cada vez mais intensos e o acentuar da pressão sobre os trabalhadores”. O PCP adianta que, recentemente, a administração da empresa aumentou os salários, colocando os 600 euros como valor mínimo. “Esta decisão comprova o que o PCP sempre disse. Num setor em franco crescimento, num momento em que a economia nacional se expande, o aumento dos salários não representa qualquer problema para as empresas”.

O partido esteve também na Faurecia, empresa que fabrica peças e acessórios para a indústria automóvel, em São João da Madeira. “Esta empresa, que tem várias unidades em diferentes distritos, é responsável por mais de 1500 trabalhadores só na unidade de São João da Madeira. Com toda esta pujança e os lucros que lhe estão associados, é incompreensível que muitos desses postos de trabalho continuem a ser precários com sucessivos contratos a prazo, por vezes de um mês, sucessivamente renovados até ao limite da legalidade”, adianta o PCP.

“São muitos os casos de trabalhadores não admitidos de forma direta, e apenas com recurso a empresas de aluguer de mão-de-obra, enquanto se aumenta os ritmos de trabalho e a pressão sobre os trabalhadores mais antigos para os poder substituir por mão-de-obra mais barata, com menos experiência e direitos adquiridos, como se fossem descartáveis”, acrescenta.

O PCP defende que é urgente acabar com a precariedade como forma de respeito pelos direitos dos trabalhadores, mas também como alavanca do desenvolvimento social e económico do país. “Para cada posto de trabalho permanente tem de corresponder um contrato efetivo de trabalho. Tudo faremos para, lado a lado com a luta dos trabalhadores, erradicar a precariedade e introduzir justiça e qualidade de vida na sociedade portuguesa”, sublinha.

 


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Política - Março 24, 2018

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