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Misericórdia de São João abre amanhã lar de Fajões inativo há quatro anos

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A Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira abre, esta quinta feira, as portas aos primeiros 12 utentes no lar residencial de Pisão, Fajões, destinado a maiores de 16 anos portadores de deficiência. Estas instalações, que representaram um investimento de dois milhões de euros, estavam prontas a iniciar a atividade desde 2014, mas a situação financeira do Centro Social de Fajões, entretanto sujeito a liquidação, não o permitiu.

A Misericórdia de São João da Madeira adquiriu aquele complexo social, por escritura de 28 de fevereiro, e não precisou de um mês para iniciar a atividade deste lar residencial, com capacidade para 24 utentes, ao qual se juntam ainda dois apartamentos que funcionarão como residências autónomas para 10 utentes, assim que for estabelecido acordo nesse sentido com a Segurança Social.

A nível nacional, são escassas as respostas nesta área, pelo que os utentes a acolher poderão chegar de diferentes pontos do país.

Na calha, está também a construção de um centro de atividades ocupacionais, dirigido aos utentes internados no lar residencial. É intenção da Misericórdia retomar a obra que foi interrompida, mas só depois de encontrar os meios financeiros necessários. Enquanto isso não acontece, os utentes serão encaminhados para os centros de atividades ocupacionais de São João da Madeira ou Oliveira de Azeméis.

 

Mais investimentos na agenda

Os investimentos da Misericórdia não se ficam por aqui. Num encontro com os jornalistas, o provedor Pais Vieira revelou que está planeado um posto de transformação, que vai servir os quatro edifícios do complexo social principal, diminuindo substancialmente a fatura energética, que permitirá recuperar, em “pouco mais de três anos”, o investimento inicial de 90 mil euros.

Noutro plano está a ser ultimada candidatura ao Norte 2020 para financiar uma cozinha no edifício da Casa do Repouso, que passará a concentrar o serviço atualmente prestado pelas três cozinhas nas diversas estruturas de São João da Madeira. Está em causa um investimento de 235 mil euros, parcialmente apoiado pela Câmara Municipal.
A aguardar deferimento, está ainda uma candidatura ao fundo de socorro social, no valor de 185 mil euros, para melhorar as condições de conforto, acessibilidades e eficiência energética do lar de idosos e unidade de cuidados continuados.

 

“Somos uma instituição social de caráter regional, a maior do distrito de Aveiro”, considera Pais Vieira, provedor da Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira.

Com a aquisição do Centro Social Leonilda Aurora da Silva Matos, a instituição passa a dinamizar 26 respostas sociais, que vão desde o apoio à infância e juventude, com quatro creches, três estabelecimentos de pré-escolar, seis ATL e um centro de acolhimento de menores.
Na área de apoio aos seniores, tem três lares de idosos, dois centros de dia e um serviço de apoio domiciliário.
No âmbito social, possui um centro comunitário que apoia 180 famílias, o Trilho que ajuda toxicodependentes, abstinentes e seropositivos, e uma cantina social que serve 45 refeições diárias, a que acresce a distribuição de alimentos secos a 110 pessoas da cidade. Na área da deficiência, conta com um lar residencial de 24 utentes e, no campo da saúde, administra uma unidade de cuidados continuados com 31 camas.
A Misericórdia emprega 340 colaboradores, serve mil utentes por dia, aos quais se somam os beneficiários das respostas sociais de intervenção comunitária e possui 11 edifícios afetos à atividade social e 395 hectares de terrenos distribuídos por vários concelhos.
Segundo os números da instituição, “50 por cento” dos seus utentes são de fora de São João da Madeira, 75 por cento dos trabalhadores residem noutros concelhos e seis das respostas sociais dinamizadas estão instaladas para lá do território são-joanense.
“Somos uma instituição social de caráter regional, a maior do distrito de Aveiro”, rematou o provedor.

 

 


Concelhos - Março 21, 2018

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