A obra de requalificação da Rua Armando Pinto de Assunção em Fornos está suspensa há três semanas, para introdução de algumas mexidas relativamente ao projeto inicial. O alargamento de passeios e a criação de duas zonas sobre-elevadas justificam, segundo o executivo municipal, essa paragem dos trabalhos.
A CDU tinha questionado a Câmara da Feira, em requerimento, através da Assembleia Municipal. Os vereadores do PS retomaram o assunto na última reunião do executivo municipal, onde o socialista António Bastos colocou em cheque a capacidade de planeamento das obras municipais.
“O planeamento da Câmara vai de mal a pior. Quando começa a projetar obras como esta, devia ter um cadastro dos proprietários e negociar as cedências necessárias”, acusou o socialista, adiantando ter estado no local e ter-se apercebido, nos contactos com os moradores, que só agora, em plena obra, alguém da Junta de Fornos os andará a abordar no sentido de cederem terreno para alargamento de passeios.
Em causa estará ainda a criação de duas zonas sobre-elevadas no arruamento que virão resolver o problema do acesso dos particulares às suas propriedades e, simultaneamente, conferir maior segurança à via.
As Obras Municipais estão agora sob responsabilidade de Topa Gomes, vereador que assumiu funções há poucas semanas, e António Bastos recomendou que tomasse medidas “para que isto não continue a ser habitual. “Cheguei há 15 dias, mas o senhor não está atualizado. Convido-o a vir ver o nível dos projetos que se fazem na Câmara”, retorquiu, Topa Gomes, que assumiu um pelouro que era tutelado por Vítor Marques.
O presidente, Emídio Sousa, manifestou a convicção de que situações como esta “vão continuar a acontecer, porque só no decorrer das obras, os proprietários aceitam ceder” terreno para alargamento da via ou dos passeios, dando azo a trabalhos a mais nas empreitadas.
Concelhos - Março 16, 2018
